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Pensamentos II

22 de abr de 2009.

Mais uma tentativa...




Sonhos de amar


Para que se sonha, se o amanhecer te parece cada dia mais escuro?
Por que me olhas se em um amanhã qualquer não irá me ter novamente?
Porque em todas as formas de amar culminam sempre em sua face?
O Amor paralelo e leviano nunca foi te dirigido, assim não sofro?
Dizem que o amar é decerto o sentimento mais belo.
Ouvi que sem ele não tem como ser feliz.
Mostraram-me o quanto é sublime este sentimento.
Senti na pele a sua perfeição, a tragédia...
O sentimento mais puro em nosso mundo, com certeza não é o mais belo!
Em suas formas, desconexas, se viam uma catastrófica mágoa.
Em seu conjunto de riquezas, uma lágrima de tristeza.
Não tente ser injusto comigo Ó mundo, sei que me ilude...
Muitos fazem força para amar novamente, mas como?
Se o amar nos surge em um sentimento arrebatador e com conseqüências pesadas.
Como amar algo ou alguém se desmerece, por suas juras, o outro.
Explique-me uma razão para sofrer mais significativa
do que a bela profecia de amar.

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Pensamentos

12 de abr de 2009.
Hoje não colocarei nenhum escritor/compositor famosos, tentarei demonstrar a minha perfeita ignorância em ser um poeta. Hoje falarei de um querer bastante especial e ao mesmo tempo tão devastador.


Desgosto do querer.

Quando um dia se cansar de poder se apaixonar
Olhe para quem você jurou pela eternidade, um dia amar.
E com carinho abrace em despedida.
Deseje a essa pessoa muitas felicidades.
Com um lindo céu azul para te contemplar.


Logo quando acabar, diga Adeus.
E tenha a certeza de que ela não irá mais te ver.

Por fim, sorria...
Afinal, você agora pode dizer por aí.
O quanto é difícil viver sem amar.

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A causa do não-viver

10 de abr de 2009.



Muita gente vem me dizer que eu estou errado e que deveria rever os meus conceitos. É estranho falar, mas um dia eu saberei que elas estão com a razão e toda a baboseira de que o mundo é perfeito e tudo depende do prisma a qual vislumbramos o mundo. Mas hoje, não.

Não quero ter motvos para rir, não irei querer ter a certeza de que o mundo é perfeito, - pois não é - na minha ceteza do não-saber opto pela minha ignorância, saber o que é belo, não é o real. Vemos muitas coisas ruins durante nossos anos e as sensações alegres fazem com que esqueçamos os mometos melancólicos, nossas senssações já não servem de parâmetro, um dia terá que resolver isso e eu sei, mas hoje não.

Talvez nunca seja a palavra certa, um dia podemos até ser feliz. Mas será que é possível?
Viver sobre a desconfiança da tristeza é um jeito de não-viver. Mas o que é viver?
Uma razão de vários descontentamentos que tenho já não é mais o mesmo, infelizmente.

A minha dor física - pasmem - é menor que a que eu sinto em meu coração. Mas diria que é um atenuante bastante consideável. Andar nunca foi tão difícil. Viver nunca foi tão desastroso. A morte com certeza é um alento. A borboleta que avistava sobre o olhar de escárnio dela, me traz uma lembrança boa. Não sei se acabo logo com isso ou se apenas vegeto.

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


Pablo Neruda
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Mas qual o motivo do conforto?

7 de abr de 2009.
Em um desespero abismo, você prestes a se matar, maldizendo aos berros o mundo, pondo a faca entre as suas veias e o choro percorrer a sua face; avista um ser inescrepúloso (no mínimo) que te indaga com essa pergunta maldita. É possívelmente uma das piores penas que um ser humano pode pegar, a não-compreensão agora foi jogado à escanteio, vislumbrando assim um meio teórico para explicar o que sentes. Te sentes um sujos por seus problemas serem analisados por uma pessoa que nem te conhece, penso eu: "Mas quem ele pensa que é, hein?!". Me refiro aos profissionais que analisam o comportamento humano através da psicologia. Ás vezes eu me pergunto o do porque alguém gosta de falar com psicólogos/psiquiatras.

Pode ser a cura do meu vício, este mal a qual eu me refiro. Mas, não tem razão para viver feliz - penso eu - oras, porque então fingirei? É com certeza uma falha de nossa sociedade ocidental hipócrita pensar que se pode ser feliz o tempo inteiro. Uma ilusão jamais entendida por mim. Poderás me chamar do que quiser, mas compreendo o suícidio infanto-juvenil realizado por nossos queridos japoneses. É fácil viver sorrindo, fingindo tudo estar bem. O difícil é com certeza demostrar os seus sentimentos mais íntimos.

Uma sucessão de erros por mim realizados não fará de mim um herói nacional. A não ser, que eu seja/faça algo de muito importante para o nosso Estado nacional e vice-versa. Mas, me digam: Quem é a pessoa que adora animais é vegetariano, um artista de primeira e que louvava seus amigos e sua esposa sempre que podia? Resposta: Adolf Hitler. E é estranho pensar que ele foi um mártir, pois matou menos que Stalin e Napoleão Bonaparte, estes que são venerados pelos esquerdistas e nacionalistas - não se preocupem, não justificarei meus atos através de genocídios.

Voltando ao que interessa, como pode uma pessoa te pedir para ser feliz? Se simplesmente você não quer? É realmente estranho viver em um mundo onde te pedem algo que você não quer fazer.

Via Láctea ~ Legião Urbana
Composição: Dado Villa-lobos/ Renato Russo / Marcelo Bonfá

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?
Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim.
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Murmúrio do saber.

6 de abr de 2009.
Muitos são os anjos que te mostram o caminho para que consiga seguir sóbrio, sem a intervenção de uma tristeza por mim tão cultuada. E hoje eu queria agradecê-los por obedecer uma ordem não muito convencional; que é a de proteger quem não merece proteção. Sim, não me considero apto a ser protegido por estes, mas agradeço-os tanto amigos quanto famíliares por me darem o famoso apoio moral ao irremedíavel ser que se sustenta.

Não sou digno de muitas coisas, inclusive destes. Sou um egoísta de carteirinha, transformando em mágoas o sentimento de quem tanto nos apóia. Visto uma camiseta da desonra toda vez que irei enfrentá-los, me sinto mais uma vez um perdedor ouvindo tudo aquilo que eu já sei. Assim, costumo fugir destes, me alentando em um mundo solitário à qual eu me reservo, influenciado pelo meu passado, mas principalmente por não ter uma perspectiva futura. Nos conselhos amargos que sempre me dão o mais comum é sempre o "Porquê vc faz isso?" e eu com o meu sorriso sem graça sempre respondo: 'Não sei".

Por fim, digo ao mundo que sou fraco, por não aguentar viver sem tem quem amar e por me sentir assim. Sorte é dos que não sentem remorso pelo que faz, pois talvez seja maravilhoso responder aos seus iguais um "DANE - SE" sem rigor. Mas, não consigo. E com esse discurso final , me retiro citando uma canção maravilhosa da Emiliana Torrini:

Se você for embora

Se você for embora nesse dia de verão,
Então você deve também levar o sol embora
Todos os pássaros que voavam no céu de verão
Quando nosso amor era novo e nossos corações estavam elevados
Quando o dia era o jovem e as noites eram longas
E a lua se manteve para a canção do pássaro da noite
Se você for embora, se você for embora, se você for embora.

Mas se você ficar, eu te farei um dia
Como nenhum dia jamais foi, ou será de novo
Nós velejaremos no sol, nós cavalgaremos na chuva
E falaremos com as árvores e adoraremos o vento
Mas se você for, eu entenderei
Deixe-me apenas amor suficiente pra preencher minha mão
Se você for embora, se você for embora, se você for embora.

Se você for embora, como eu sei que você vai
Você deve dizer ao mundo pra parar de girar
Até que você retorne novamente, se você um dia o fizer,
Pra que bom é o amor sem amar você?
Posso te contar agora, à medida que você se vai
Eu estarei morrendo lentamente até o próximo 'oi'
Se você for embora, se você for embora, se você for embora.

Mas se você ficar, eu te farei uma noite
Como nenhuma noite jamais foi, ou será de novo
Eu velejarei no teu sorriso, e cavalgarei no teu toque
Eu falarei com seus olhos que eu tanto amo
Mas se você for, eu não vou chorar
Apesar de o bom ter ido embora da palavra 'adeus'
Se você for embora, se você for embora, se você for embora.

Se você for embora, como eu sei que você deve
Não sobra nada nesse mundo pra se acreditar
Apenas um quarto vazio, cheio de espaço vazio
Como o vazio que eu vejo em seu rosto
Eu seria a sombra da sua sombra
Se você tivesse me mantido ao seu lado
Se você for embora, se você for embora, se você for embora.
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28 de mar de 2009.
Muitas vezes em minha vida, me dediquei a sentir o sentimento que estava em meu âmago. Mas, nunca serei sábio o suficiente para seguir a realidade caótica da vida real. Vivendo em fantasias sem pensar no amanhã, dedico o poeta maldito para saciar a nossa dor:

Por que mentias?

Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei!
Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro!
Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

Álvares de azevedo
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26 de mar de 2009.
Para um dia chuvoso, Vínicius de Morais:

Se o Amor Quiser Voltar

Se o amor quiser voltar
Que terei pra lhe contar
A tristeza das noites perdidas
Do tempo vivido em silêncio
Qualquer olhar lhe vai dizer
Que o adeus me faz morrer
E eu morri tantas vezes na vida
Mas se ele insistir
Mas se ele voltar
Aqui estou sempre a esperar...
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25 de mar de 2009.
Olá a todos.
Venho por meio deste veículo colocar meus pensamentos,e também poemas e poesias de autores clássicos. Uma forma de arrebater um sentimento triste que tanto nos assola.

Meu objetivo não é agradar ninguém por isso colocarei sem pudor meus pensamentos mais íntimos. Porém, quem simpatizar com os mesmos ou com poemas aqui postados, ficarei grato e lisonjeado de "trocar idéias". Para começar, um autor magnífico falando de um sentimento que mais provoca tristeza:


O amor

Pois que a beber me deste em taça transbordante,
e a fronte no teu colo eu tenho reclinado,
e respirei da tu'alma o hábito inebriante,
- Misterioso perfume à sombra derramado;

visto que te escutei tanto segredo, tanto!
Que vem do coração, dos íntimos refolhos,
e tive o teu sorriso e enxuguei o teu pranto,
- A boca em minha boca e os olhos nos meus olhos;

pois que um raio senti do teu astro, querida,
dissipar-me da fronte as densas brumas frias,
desde que vi cair na onda da minha vida
a pétala de rosa arrancada aos teus dias...

Possa agora dizer ao tempo em seus rigores:
- Não envelheço, não! podeis correr, sem calma,
levando na torrente as vossas murchas flores;
ninguém há de colher a flor que eu tenha n'alma!

Podeis com a asa bater, tentando, sem efeito,
a taça derramar em que me dessedento
Do que cinzas em vós há mais fogo em meu peito
e, em mim, há mais amor que em vós esquecimento.

V. Hugo
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